Procura-se soluções p/ os problemas da Enfermagem Portuguesa

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Procura-se soluções p/ os problemas da Enfermagem Portuguesa

Mensagem por enfermagemPT em Dom 11 Maio 2008 - 8:22

Este é talvez o mais controverso e debatido problema ou abordagem (dependendo do ponto de vista) da OE, pelos enfermeiros em geral, portanto é algo que não carece de grandes explicações do ponto de vista argumentativo (ao escolher-se um dos lados de olhar a situação os diagnósticos já estão feitos) pelo que me limitarei a expor um ponto de vista unicamente pessoal em relação às várias temáticas que, a meu ver, “separam” a forma como são encaradas pela OE e a percepção que os seus membros têm delas…

Desemprego:
- A mensagem que é veiculada através da comunicação social é que de facto ainda existe falta de enfermeiros em Portugal, não passando para o “Público” em geral, que o que acontece é haver dotações de pessoal inseguras para os padrões de qualidade exigíveis. Se o objectivo é “forçar” a contratação de enfermeiros através destas declarações (ou o que delas é filtrado) o discurso devia ser mesmo esse. Dizer claramente que o SNS está deficitário em termos do número de enfermeiros exigidos apesar de haver desemprego maciço.É preciso deixar claro que existem enfermeiros no desemprego.Penso que não há melhor “regulação” de vagas nas escolas do que a procura das mesmas.Se existir uma mensagem clara e bem presente na Sociedade Portuguesa, de que Enfermagem é um curso sem saída profissional actual não existirão muitos alunos a procurar esse curso (quer queiramos quer não, a saída profissional é uma motivação major na hora de escolher o curso), pelo que nem é necessário “interferir” directamente na regulação de vagas…Até podemos saber que existe um rácio deficiente de enfermeiro/utente no nosso SNS, mas temos de ser mais argutos, perseverantes e objectivos para que esse objectivo seja atingido.-

Urgência/Emergência Pré-Hospitalar
Urge a clarificação do que se pretende quanto a esta área, e não sendo defensor do acto de enfermagem, creio que ou os enfermeiros ocupam este “nicho” ou impedem que outros o façam.A única forma que vejo de o fazer, caso não ocupemos esta área, é mesmo a criação de um mecanismo que impedisse que outros o fizessem ( o acto de enfermagem seria um deles, mas como já disse, não o defendo pois a médio/longo prazo julgo que iria ser castrador do aperfeiçoamento da profissão), mas isso não seria bom para os principais interessados, os utentes, e por conseguinte não é lógico impedir cuidados aos utentes senão existirem alternativas, e as alternativas são os enfermeiros assumirem o comando do Pré-hospitalar, não há sequer mais opções ou alternativas melhores possíveis.Portanto, é necessário que cada vez que este assunto venha à baila ( e ultimamente tem vindo e bastante), e a OE está a mostrar um trabalho satisfatório nesse aspecto, defender a criação de especialidades de enfermagem viradas para esta área e se for preciso desacreditar outras visões do mundo do pré-hospitalar de uma forma veemente, há que fazê-lo, pois acredito piamente que todos têm a ganhar com isso (enfermeiros, Estado e utentes) se forem os enfermeiros a fazê-lo, mais do que qualquer outra hipótese imaginária. O respeito que os enfermeiros têm pela sua OE também parte da força que sentem ao vê-la actuar, nem que seja agressivamente ( e é possível fazê-lo de forma inteligente e sem vislumbre de rasteirismos, passe o neologismo).

Ensino
Sou Jovem e tal ( logo devo ser inconsequente, pouco esclarecido e não ter uma visão global dos acontecimentos), mas se há coisa que a minha juventude não me permite vislumbrar é como podem existir mil e um cursos de enfermagem no país, todos diferentes uns dos outros?Não tendo a OE poder de regulação a este nível, não pode ter o poder de uma “acreditação” mesmo que não tenha qualquer poder vinculativo?- Não deve ser também a OE a predefinir o que exige, em termos de conhecimentos, de um enfermeiro ( o MDP não chegará numa fase tardia para resolver este problema e acabará por ser punitivo para quem menos culpa teria, o estudante?) e desse modo “definir” um plano de estudos comum a todas as escolas, com os conteúdos a serem abordados e só depois deixar espaço a “divagações” dessas mesmas escolas, que poderiam querer abordar temáticas mais… divergentes?- Porque não aborda a OE publicamente este problema, claramente e sem rodeios, dizendo que não se está a formar com qualidade porque existem demasiados alunos, as escolas e instituições de saúde não têm condições para isso e isso fará com que a saúde dos portugueses esteja em perigo ( estes alarmismos aparentemente dão resultados noutras classes, porque não segui-los quando nos dêem jeito, afinal de contas não podemos ter sempre uma perspectiva tão …aprovável)? O desemprego diminuiria e os enfermeiros na globalidade achariam boa ideia…-

Reformas nos CSP

Não deveríamos era também pensar já numa alternativa a este modelo de CSP?Até porque este projecto das USF está moribundo… e o canto do cisne ( a declaração oficial de… este modelo está obsoleto) pode ter sido, tão só adiado…Será que este modelo nos garante :- Diminuição da procura de serviços de saúde?- Controlo do crescimento dos gastos com a doença, que por agora é só “crescente” mas que será também exponencial no futuro?- Melhoria dos indicadores de saúde e qualidade de vida (acima de tudo este…)?- Acessibilidade e igualdade na oferta de serviços de saúde à população?- Incentivos adequados à melhoria das condições de exercício profissional e por conseguinte, motivação para o mesmo?- A sustentabilidade de um SNS tendencialmente gratuito e universal?Não deveríamos ter uma voz mais activa na planificação das políticas de Saúde? Então há que pensar à frente, no depois também, oferecer alternativas credíveis e melhores…Aqui nesta matéria julgo que a OE poderia ter publicitado melhor o seu papel no desenrolar das negociações, sem ter perdido uma imagem institucional isenta nos assuntos sindicais. Esta abordagem da OE também poderia ser adoptada noutros quadrantes.

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