Epidemia de Gripe em Portugal.

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Epidemia de Gripe em Portugal.

Mensagem por flaviorochafaria em Seg 5 Jan 2009 - 1:24

03 Janeiro 2009 - 00h30
Epidemia: Portugal regista situação mais grave na Europa


Mais 17 602 com gripe

Portugal regista a situação de gripe mais grave da Europa e a pior desde que há registos, sendo o único país que, pela segunda semana consecutiva, apresenta uma intensidade elevada, divulgou ontem o European Influenza Surveillance Scheme (EISS). Em 15 dias, a gripe aumentou em mil as hospitalizações, ou seja, uma média de 500 por semana.



Ontem, dia de ponte, centros de saúde e Urgências de hospitais não registaram grande afluência. Nova prova de fogo ocorre na segunda-feira com o regresso a Lisboa e Porto.
Na última semana de 2008, o relatório observou 165,8 doentes de gripe por cada cem mil em Portugal, o que se traduz em mais 17 602 casos de gripe. Trata-se do valor mais alto registado desde 1990, de acordo com os registos do EISS, ultrapassando o pico observado na primeira semana de Fevereiro de 2005 com 163,1 doentes por cem mil. Crianças até os 4 anos contraem mais infecções .
Segundo o coordenador do dispositivo da Direcção-Geral da Saúde para a monitorização dos Serviços de Urgência, Mário Carreira, os valores apresentados enquadram-se na tendência desenhada, acrescentando que "ainda não foi atingido o pico da doença".
A previsão é feita a partir de um sistema de vigilância, com base nos casos de gripe enviados para diagnóstico laboratorial por uma rede de médicos. Permite estabelecer um gráfico-padrão com a estimativa da taxa de incidência.
Perante uma "actividade gripal epidémica de intensidade alta e tendência crescente", a Direcção-Geral da Saúde admite que neste ano um milhão contraia a doença .
"Uma estimativa idêntica não é contudo possível de realizar face à mortalidade. Mário Carreira recorda, contudo, que no Inverno há em média mais dois mil óbitos face às restantes estações.
VÍRUS AH3N2 PROPAGA-SE COM MAIOR FACILIDADE E RAPIDEZ
O elevado número de pessoas contagiadas por gripe neste Inverno resulta do facto de o vírus influenza A (estirpe AH3N2) se "transmitir com maior facilidade e rapidez e oferecer maior resistência ao tratamento", diz Mário Jorge, presidente da Associação de Médicos de Saúde Pública. "Também um Inverno rigoroso com temperaturas negativas e ausência de radiação ultravioleta é outra das causas para a elevada incidência de gripe, diz Mário Jorge.
"O Inverno dá condições ao vírus para que sobreviva o tempo suficiente para ser transmitido de uma pessoa para outra", acrescentou o médico do Centro de Saúde de Santiago do Cacém. Outro factor de propagação do vírus é a concentração de pessoas em recintos fechados, como centros comerciais.
EM RISCO PERANTE GRIPE SEVERA
Dificuldades respiratórias provocadas pela gripe levaram ontem Aurora Ribeiro, de 76 anos, ao centro de Saúde de Venda Nova, na Amadora. A doente submetida a hemodiálise há sete anos figura entre os doentes de risco perante uma gripe. Aurora Ribeiro explicou que, caso se agravem as dificuldades de respirar, possui uma carta do médico para ser internada no hospital Amadora-Sintra.
URGÊNCIAS
MENOS DOENTES
No dia de Ano Novo foram 22 761 os que recorreram às Urgências. Deslocaram-se ao hospital 11 063 e 11 698 foram aos centros de saúde. A 31 de Dezembro, houve 20 863 casos.
PICO DE 37 MIL
O pico nas Urgências ocorreu a 26 de Dezembro, com 37 mil inscrições, que causou ruptura no Amadora-Sintra. A média diária da última semana foi de 28 mil.
FALHA DA VACINA
A vacina contra gripe pode falhar caso o subtipo de vírus contraído pelo doente não esteja abrangido pela mesma.
ÓBITOS DESCONHECIDOS
A Direcção-Geral de Saúde desconhece o total de óbitos resultantes da gripe. Só em 2010 com o certificado de óbito electrónico haverá resposta imediata.
Fonte:
Correio da Manhã
João Saramago

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“Hospital não é fábrica nem doentes parafusos’”

Mensagem por flaviorochafaria em Seg 5 Jan 2009 - 5:05

05 Janeiro 2009 - 00h30
Pedro Nunes


“Hospital não é fábrica nem doentes parafusos’”

Pedro Nunes, Bastonário da Ordem dos Médicos, falou ao 'CM' sobre a publicação das faltas dos médicos, uma medida que a administração do Hospital de São João, no Porto, pretende implementar.


Correio da Manhã – Concorda com a publicação das faltas dos médicos, medida que a administração do Hospital de São João [Porto], quer implementar?
Pedro Nunes – Não, não é forma de resolver as faltas. Se o médico adoece tem direito à falta e se não é justificada e há dúvidas, há meios legais e mecanismos, peritagens e todo um conjunto de medidas de controlo da Função Pública capazes de resolver a questão sem passar pela humilhação pública.
– A administração justifica com a taxa de absentismo na Função Pública, 14-16 por cento, [faltas rondam 59 dias] e os que estão a contrato individual de trabalho não ultrapassam um por cento.
– Há sistemas de verificação das faltas e da veracidade da doença. O director de serviço tem poder para verificar que a falta é lícita ou não. Se o trabalhador a contrato não apresenta faltas pode significar que não exerce o direito à falta na doença e vai trabalhar doente.
– O hospital critica o pontómetro por não indicar o que os médicos fazem e qual a produção.
– O pontómetro é um insulto e um negócio para alguns e serviu para se gastar muito dinheiro, que podia ser empregue em medicamentos.
– Não concorda, presumo, com o sistema ‘Corporate TV’ para revelar a produtividade clínica?
– Um hospital não é uma fábrica e os doentes parafusos. A Ordem nunca aceitaria esse ‘Big Brother’ e a perda do respeito e dignidade do doente. Iríamos recorrer a instâncias internacionais, como o Tribunal Europeu dos Direitos do Homem.
Fonte:
Correio da Manhã
Cristina Serra

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